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Cartões de crédito sem consulta ao SPC e Serasa pode ser um saída para os negativados.

O melhor mesmo seria sempre tentar não gastar mais do que você ganha, mas….

Com as dificuldades causadas pela crise econômica, é muito provável que o número de inadimplentes no Brasil cresça. Para os brasileiros com alguma restrição de crédito, buscar cartões de crédito sem consulta ao SPC e Serasa pode ser um saída para os negativados.

O primeiro passo antes de pedir um novo cartão de crédito é dedicar atenção à sua situação financeira. A principal regra do planejamento é não gastar mais do que se ganha, isso inclui os gastos no cartão de crédito.

O cartão também não é indicado para gastos fixos e mensais, como alimentação e combustível.

Apenas pedir outro cartão para continuar com o mesmo comportamento financeiro pode te deixar ainda mais apertado no futuro. Por isso o primeiro passo é entender se realmente essa é a melhor decisão ou se é possível se dedicar a primeiro quitar os débitos atuais.

Se você está buscando cartões de crédito para negativados ou para facilitar as compras on-line e serviços de assinaturas, saiba que é possível solicitar um cartão de crédito pré pago.

Cartões de Crédito Pré-pagos

Essa modalidade é a ideal para quem precisa se organizar financeiramente. Como o valor do limite precisa ser pago antes da compra, não é possível acumular dívidas para os próximos meses.

Com o valor pago é possível utilizar o cartão normalmente como qualquer outro, seja para usar em lojas ou em compras pela internet.

Diversas empresas disponibilizam cartão pré-pago como:

  1. Mercado Pago
  2. Pagseguro
  3. Mastercard
  4. Visa
  5. Recarga Pay

O último ainda tem o benefício de , quando parte do valor usados nas compras é devolvido ao titular como benefício.

Para quem busca um cartão para fazer compras com valores mais altos e quem não tem como depositar o valor, o cartão pré-pago não é a melhor opção. O ideal seria buscar um cartão de crédito convencional.

E as taxas?

Para isso é necessário um cuidado extra, para quem está negativado fica mais difícil encontrar ofertas de crédito de maneira geral.

As taxas para esse público tendem a ser muito mais altas que o convencional, o que pode deixar suas compras mais caras.

Por outro lado, existe um solução mais baratas para uma parte deste público, o cartão consignado.

Cartão de Crédito Consignado

Para quem está com restrições no SPC ou Serasa, mas é beneficiário do INSS ou funcionário público, esta é uma ótima opção.

Como o cartão consignado fica vinculado ao seu benefício, ele pode ser emitido até para quem está negativado, pois não existe o risco de inadimplência.

Esse tipo de cartão pode descontar até 5% do valor do benefício para o pagamento da fatura e o desconto é automático para quem atrasar as faturas.

O cartão também pode ser isento de taxas e é fornecido pela maioria dos bancos que pagam os benefícios. Confirme antes da solicitação o Custo Efetivo Total do cartão, o CET.

Outra vantagem deste tipo de cartão é o limite também pode ser sacado em dinheiro, e tudo isso sem, cobranças adicionais como é comum nos outros cartões.

Algumas das empresas que oferecem cartões de crédito consignado são:

  1. Banco PAN
  2. Serasa e-Cred
  3. BMG
  4. Banco Inter
  5. Banco Bradesco

Cartões de crédito sem consulta ao SPC e Serasa são a solução?

Embora existam opções cartões de crédito sem consulta ao SPC e Serasa, esta provavelmente não é a melhor decisão para o seu bolso. Além das taxas mais altas do mercado o produto ainda pode contribuir para um endividamento ainda maior do negativado.

Não é saudável financeiramente utilizar o cartão de crédito para gastos básicos, embora isso possa aliviar o orçamento no primeiro e até no segundo mês, vai acabar gerando um efeito bola de neve para o negativado com dívidas cada vez maiores.

Por outro lado, com os juros da economia mais baixos, pode ficar mais fácil refinanciar dívidas antigas e até contratar empréstimos para quitar as restrições.

Buscar quitar as dívidas atuais com certeza é a melhor decisão, para isso é interessante negociar bastante com os credores da dívida e buscar as melhores condições para o pagamento.

E claro, usar o cartão com mais responsabilidade quando estiver sem restrições novamente!

Fraudes no cartão: Brasil é o 2º país da América Latina com golpes no cartão em compras online

Veja quais são os principais golpes e como se proteger

Você já recebeu alguma mensagem do seu banco dizendo que o seu cartão de crédito havia sido usado em uma compra que você não fez?

Se não aconteceu contigo, é provável que você conheça alguém que já passou por isso.

E essa probabilidade é alta, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de fraudes no comércio virtual na América Latina, atrás apenas do México,  levantamento feito pela Visa.

Mas se isso acontecer, o que o consumidor deve fazer?

A fraude mais comum é a do “teste de cartão”, quando criminosos usam robôs para tentar “adivinhar” dados de cartões de crédito e usá-los em compras online. E foi isso que aconteceu com a agente de turismo Viviene Gaudard.

“Fui dormir e acordei com várias mensagens do aplicativo do banco com compras feitas no meu cartão, mas eu não havia feito nenhuma delas”, afirma. Ela entrou em contato com o banco por telefone e no mesmo dia os valores foram estornados. “Recebi a fatura algumas semanas depois já sem aquelas compras”, diz.

No ranking do Banco Central, as reclamações referentes a “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços” relacionadas a cartões de crédito” somaram 5.982 queixas em 2019, uma alta de 28,2% em relação ao registrado em 2018.

Em casos como o de Viviene, geralmente o prejuízo fica com o lojista. Adriana, diretora de risco da Visa, explica que às vezes o banco ou fintech emissor do cartão percebe que a compra é “atípica” para aquele cliente e não aprova a transação. Porém, quando não há essa identificação por parte da instituição financeira, e a compra é autorizada, o lojista separa e envia aquele produto, portanto, a perda é dele.

Quando é o cliente que faz a contestação:

“Quando há a contestação por parte do cliente, o banco emissor avisa ao credenciador (que é a empresa contratada pelo lojista para receber os pagamentos, como a Cielo, Rede, PagSeguro, etc).

Esse credenciador, por sua vez, manda essa informação para o e-commerce para que ele já se antecipe em relação a essa perda que vai chegar lá na frente, em forma de débito”, explica Adriana. “Em alguns casos, toda essa comunicação é feita a tempo e o vendedor não envia aquele produto. Em outros, ele tem prejuízo”, completa.

A especialista explica que há a possibilidade de o e-commerce tentar reverter o prejuízo, mas nem sempre o trabalho compensa financeiramente. “O risco financeiro é do e-commerce.

Quando o prejuízo é muito relevante, a loja pode montar dossiês, de maneira independente, com informações do momento da compra para que ele possa se defender quando for solicitado o estorno, mas nem sempre vale a pena”, afirma Adriana.

No caso do comprador, por outro lado, quando o emissor do cartão percebe compras atípicas ou quando aquela transação é contestada, o valor pode ser estornado. Mas há alguns cuidados que devem ser tomados.

“Uma das sugestões básicas é não perder de vista seu cartão, para não correr o risco de alguém copiar os dados e fazer compras em seu nome. Algo que seria interessante também é sempre checar a fatura, seja online ou física, e optar por receber alerta de transações, para você pedir estorno caso haja uma transação que você não fez”, afirma a especialista.

Outras modalidades de fraude

Além do teste de cartão, que gera as tais compras fraudadas na internet, existem também outras modalidades de golpes com os cartões.

Segundo o estudo da Visa, das transações fraudulentas mapeadas, 42% tiveram invasão de conta ou roubo de identidade. Esses casos são quando os fraudadores procuram informações de algumas pessoas específicas e vão atrás dos bancos se passando por esses correntistas.

“Com muita lábia, eles vão na central de atendimento, se fazem passar pelo dono daquele cartão e podem pedir coisas como uma segunda via do cartão ou um adicional”, afirma Adriana.

Outros 40% das transações fraudulentas são baseadas no envio de cupons, vale-descontos e reembolsos falsos. Nesses casos, podem ser enviados links em redes sociais ou aplicativos de trocas de mensagens que exigem um cadastro para que aquela pessoa seja contemplada com um brinde.

Há ainda a modalidade de “fraude amigável“, que afeta 28% das transações fraudulentas. Nesses casos, o próprio portador do cartão contesta uma compra que ele mesmo fez, como se fosse uma fraude, para receber o estorno.