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Covid-19: Será que existem ainda setores contratando trabalhadores em meio à pandemia?

Mesmo com a maior crise no mercado de trabalho desde a Segunda Guerra Mundial, existem setores que estão contrato e empregando muito gente!!!

Alguns setores seguem contratando — e não apenas o de saúde.

Além do setor de saúde

Com tanta gente cozinhando em casa, o setor de supermercados tem assistido a um aumento significativo da demanda.

Há alguns dias, a rede Carrefour anunciou a abertura de 5 mil novas vagas para reforçar todas as operações:

  • são operadores de loja;
  • auxiliares de perecíveis;
  • agentes de prevenção;
  • recepcionistas de caixa;
  • padeiros;
  • peixeiros;
  • técnicos em manutenção;
  • açougueiros;
  • operadores de centro de distribuição e
  • vendedores de eletrodomésticos.

A maioria das vagas se distribui entre cidades de 8 Estados, entre elas Manaus, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo.

Eduardo Migliano, cofundador da 99jobs, plataforma em que esse recrutamento (totalmente online) está sendo realizado, conta que recebeu cerca de 150 mil currículos, uma concorrência de 30 candidatos por vaga.

Apesar de ter muita gente procurando emprego no momento, Augusto Schaffer, fundador do site RioVagas, aconselha os trabalhadores a continuarem buscando, já que o varejo de alimentos segue aquecido e, nos últimos dias, tem havido uma oferta consistente de novos postos.

No ar há mais de uma década, o site recebe cerca de 4 milhões de visitas por mês e anuncia principalmente vagas operacionais em pequenas e médias empresas no Estado. Recentemente, lançou uma plataforma batizada de Classirio para aqueles que estão buscando uma fonte alternativa de renda possam oferecer seus produtos e serviços.

Dentro da oferta de vagas tradicionais, Schaffer diz ter se surpreendido com o segmento de farmácias, que tem contratado tanto farmacêuticos quanto atendentes, e destaca ainda a área de logística — motoristas de caminhão e outras funções ligadas à movimentação de carga —, e as empresas de contabilidade e do setor financeiro, que podem atuar junto às empresas em um contexto de recessão.

A ‘indústria da pandemia’

O aumento da demanda no setor de saúde, ele acrescenta, tem gerado ainda postos em áreas indiretamente ligadas à operação de clínicas e hospitais:

  • manutenção predial;
  • instalação de ar condicionado;
  • vagas para cozinheiros e
  • nutricionistas.

Há ainda parte da indústria que está produzindo mais durante a pandemia, como os fabricantes de materiais hospitalares e de produtos de higiene.

A Aeroflex, de Curitiba, que há 14 anos fabrica produtos em aerossol, resolveu em janeiro adaptar a linha de produção para lançar álcool em aerossol.

A decisão foi uma tentativa de driblar a falta de matéria-prima para produção de álcool gel, que a empresa importava de países como EUA, Índia e China.

Desde o lançamento do produto, há duas semanas, são fabricadas cerca de 150 mil unidades todos os dias. Márcio Miksza, diretor comercial da empresa, diz que a produção “dos próximos três ou quatro meses” já está vendida.

Como reflexo, a empresa aumentou em 30% o número de funcionários. Foram 60 contratações, elevando o total de empregados a 240.

As medidas de distanciamento social, por sua vez, alimentaram o mercado de delivery e acabam gerando uma demanda também na área de tecnologia, de programadores e designers de aplicativos, destaca Migliano.

Ele lembra, por outro lado, que muitos desses profissionais têm sido demitidos nas últimas semanas de startups de tecnologia. São empresas que normalmente dependem de captação de recursos de fundos para sobreviver, que não trabalham com muita folga de caixa e que, por isso, estão cortando onde podem para fazer frente à queda no faturamento.

Vendedores ‘virtuais’

O empreendedor conta ainda que tem visto ainda uma busca por parte de empresas com pouca ou nenhuma presença na internet por vendedores que possam anunciar seus produtos nos chamados “market places”, sites como Mercado Livre, que têm se mostrado uma alternativa àquelas que não estão conseguindo operar no “mundo físico”.

Essa percepção aparece nos números levantados pelo site Infojobs

As funções de consultor de vendas, vendedor e representante comercial estão entre as principais ofertas de vagas para home office — que, aliás, cresceram de forma geral 387% na comparação de março com janeiro.

São 2.517 posições para se trabalhar de casa, distribuídas, além do setor de vendas, nas áreas jurídica (conciliador extrajudicial), de telecomunicações (desenvolvedor java, programador), de marketing (analista, designer gráfico e divulgador) e de telemarketing.

Neste momento, a plataforma tem 287.695 vagas, sendo 74.421 novas.

A área com maior número é a de informática/TI, com 6.577 postos, seguida por saúde (5.114), logística (3.845), segurança (3.636), indústria (3.122) e transportes (1.453).

Os setores com maior crescimento proporcional de vagas na plataforma, na comparação entre março e janeiro, foram o de saúde (145%) e segurança (85%).

Quais os Estados que tiveram as maiores altas de trabalhos?

Entre os Estados, as maiores altas em termos percentuais foram observadas no:

  • Piauí (1.050%);
  • Ceará (321%);
  • Paraná (166%);
  • Minas Gerais (136%);
  • Goiás (110%) e
  • Rio de Janeiro (102%).

Vagas operacionais x administrativas

Schaffer, da RioVagas, conta que, se de um lado ainda há uma oferta de vagas operacionais, ele tem observado um volume grande de demissões em áreas administrativas — em muitos casos, diante de uma queda forte de receitas, as empresas estão mantendo apenas o essencial para se manterem vivas.

De fato, a empresa de recrutamento Robert Half, concentrada no mercado de vagas com remuneração média entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, observou uma queda no volume de processos seletivos.

Fernando Mantovani, diretor-geral da consultoria, destaca, contudo, que após um primeiro momento em que a maioria das empresas decidiu congelar as contratações — o que aconteceu por volta da semana do dia 20 de março —, algumas têm retomado os processos.

Nesta semana, o volume de vagas já se aproxima de 60% da média observada pela empresa antes do início da pandemia.

Os setores, segundo ele, são bastante pulverizados, vão de comércio eletrônico e agronegócio a indústria e serviços.

Contratações remotas

As contratações estão sendo feitas, em sua grande maioria, de forma totalmente remota.

“Tem gente que foi contratado, mandou os documentos digitalizados, recebeu o material pelo correio e já começou a trabalhar — sem nunca ter apertado a mão de ninguém na empresa.”

A empresa tem um banco de cerca de 500 mil currículos no Brasil, e novas inscrições podem ser feitas no próprio site.

Em outras plataformas também há oportunidades para os jovens, grupo no qual a taxa de desemprego é estruturalmente mais elevada.

A startup Eureca, focada especificamente em vagas de estágio e trainee, tem processos abertos para a Klabin, empresa de papel e celulose, com 8 vagas para as áreas administrativa, financeira, produção industrial e manutenção em quatro Estados (São Paulo, Ceará, Paraná e Amazonas).

Já a Givaudan, de aromas e fragrâncias, tem outras 15 vagas abertas em São Paulo para universitários nas áreas administrativa, de vendas, jurídico, criação e avaliação de fragrâncias, produção, inovação e tecnologia.

Os processos também são todos feitos de maneira remota, conta Carolina Utimura, COO da plataforma.

Além dos sites geridos pela iniciativa privada, também há vagas anunciadas no Sistema Nacional de Emprego (Sine), que passou por reformulação recentemente e hoje funciona por meio de um aplicativo.

Em São Paulo, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico informou que, entre fevereiro e março, 20.247 vagas foram fornecidas no Estado através da plataforma, já que os Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) não estão funcionando com atendimento presencial.

O choque no mercado de trabalho

Apesar de ainda haver setores contratando, a provável recessão decorrente da pandemia deve elevar o desemprego no Brasil, com impacto particularmente duro sobre os trabalhadores informais, que não estão assistidos pelo sistema de proteção social.

O último Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre-FGV), do fim de março, chama atenção para isso.

“Paralelamente, a crise afetará de forma desproporcional as micro, pequenas e médias empresas, que terão maior dificuldade de lidar com a dramática queda esperada de receitas. Essas são também as empresas que mais empregam, inclusive muitos trabalhadores sem carteira. Muitos trabalhadores terão uma brutal redução de sua renda mensal. E muitos serão demitidos”, diz o relatório.

A equipe de economistas destaca ainda que, por isso, seriam necessárias medidas emergenciais para evitar que o desemprego subisse forte e rapidamente e que a crise tivesse um grande impacto sobre a população mais vulnerável.

O auxílio emergencial de R$ 600 que o governo pagará por três meses às famílias de baixa renda é uma iniciativa nesse sentido.

O mais recente boletim da OIT sobre o impacto da crise sobre o mercado de trabalho, de 7 de abril, também destaca a importância de medidas para proteger os informais, que correspondem a um percentual relevante da força de trabalho em países pobres e emergentes.

A organização propõe uma resposta em quatro pilares: estímulos à economia e ao emprego, apoio às empresas e à manutenção da renda, proteção dos trabalhadores nos locais de trabalho e a prática constante de diálogo com os diversos setores da sociedade para a busca e implementação de soluções.

CPF irregular – Descubra a situação do seu documento, o porque e quais as consequências para a pessoa física

Nesta semana a população brasileira nunca tinha dado muita atenção para a “Situação Cadastral” do seu CPF, a maioria desconhecia e nem sabia qual era a situação do seu “Cadastro de Pessoa Física“, com a pandemia do COVID-19 assolando as pessoas e gerando consequências negativas para a renda dos mais necessitados, o governo teve que criar um plano, ou melhor, um “Auxilio Emergencial” no valor de R$ 600 reais para ajudar todos aqueles desprovidos de recursos financeiros e que estiverem dentro do perfil( requisito) para receber o auxílio, mas( sempre tem um “mas”) para ter acesso a ajuda do governo, apenas os beneficiários que estão com os seus CPFs regulares.

Para descobrir a situação do seu CPF?

Acesse o site: https://www.situacao-cadastral.com/

Por que o meu CPF está “IRREGULAR”?

São vários os motivos para o CPF ou cadastro de pessoa física, estar irregular. Veja abaixo o por quê:

CPF – Tipos de Situações?

IRREGULAR: “PENDENTE DE REGULARIZAÇÃO” significa que a pessoa deixou de entregar alguma declaração de imposto renda de pessoa física (DIRPF) obrigatória pelo menos em um dos últimos 5 anos. Como regularizar? Clique aqui!

INEXISTENTE: Significa que não existe cadastro para o número consultado.

FALECIDO: “TITULAR FALECIDO” Significa que foi constatado o óbito (morte) da pessoa atribuída ao número do documento (CPF) consultado.

SUSPENSA: Significa que o cadastro está incorreto ou incompleto na Receita Federal. Como regularizar? Clique aqui!.

CANCELADA: Significa que o documento CPF foi cancelado por multiplicidade de inscrição (já existia outro cadastro para mesma pessoa) ou por decisão administrativa da Receita Federal ou por pedido judicial.

ANULADA: “NULO” Significa que foi detectado alguma fraude na inscrição e o documento de CPF foi anulado.

Consequências para a pessoa física se o CPF estiver irregular?

Como o CPF é o cadastro dos brasileiros na Receita Federal, quem está com o CPF irregular não consegue seguir a vida normal. As pessoas com o CPF irregular são impedidas de:

  1. Abrir ou movimentar contas bancárias (corrente, poupança ou digital);
  2. Pedir um empréstimo;
  3. Tirar passaporte;
  4. Participar de concursos públicos;
  5. Receber aposentadoria;
  6. Comprar ou vender imóveis;
  7. Fazer um financiamento;
  8. Receber prêmio de loteria (imagina finalmente ganhar e não poder receber?!).

Em alguns casos, a pessoa com o CPF irregular pode até ser impedida de começar um novo emprego, dependendo da política da companhia.É por esses motivos que é essencial fazer a regularização do CPF o quanto antes.

 Como regularizar? Clique aqui!

Covid-19: Devido a pandemia que assola o mundo, o governo do Brasil lança o “Auxílio emergencial” – Veja quem terá direito e como vai funcionar a ajuda de R$ 600

Auxílio Emergencial o que é?

O Auxílio Emergencial é um benefício financeiro destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus – COVID 19.

O benefício no valor de R$ 600,00 será pago por três meses, para até duas pessoas da mesma família.

Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente será de R$1.200,00.

Quem estava no Cadastro Único até o dia 20/03, e que atenda as regras do Programa, receberá sem precisar se cadastrar no site da CAIXA.

Quem recebe Bolsa Família poderá receber o Auxílio Emergencial, desde que seja mais vantajoso. Neste período o Bolsa Família ficará suspenso.

As pessoas que não estavam no Cadastro Único até 20/03, mas que têm direito ao auxílio poderão se cadastrar no site auxilio.caixa.gov.br ou pelo APP CAIXA|Auxílio Emergencial.

Depois de fazer o cadastro, a pessoa pode acompanhar se vai receber o auxílio emergencial, consultando no próprio site ou APP.

Auxílio emergencial: quem terá direito e como vai funcionar a ajuda de R$ 600 para trabalhadores informais

A Caixa Econômica Federal lançou nesta terça-feira (7) o site e o aplicativo por onde informais, autônomos e MEIs podem solicitar o auxílio emergencial de R$ 600. O governo vai iniciar os pagamentos nesta quinta-feira (9).

O presidente Jair Bolsonaro sancionou no dia 1º de abril um benefício emergencial que será pago por três meses em razão da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber R$ 1,2 mil por mês.

Na quinta (2), a lei que institui o auxílio foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Terão direito ao benefício trabalhadores informais, desempregados, MEIs e contribuintes individuais do INSS, maiores de idade e que cumpram requisitos de renda média (veja abaixo).

Como será o pagamento?

Há diferentes datas para a realização do pagamento. Confira abaixo:

Primeira parcela

  • Quem está no Cadastro Único, não recebe Bolsa Família e têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa Econômica Federal recebe a primeira parcela nesta quinta-feira (9);
  • A pessoa que está no Cadastro Único, não recebe Bolsa Família e não têm conta nesses bancos: recebe na terça-feira da semana que vem (14 de abril);
  • Quem não está no Cadastro Único: em 5 cinco dias úteis após inscrição no programa de auxílio emergencial;
  • A pessoa que recebe Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de abril, seguindo o calendário regular do programa.

Segunda parcela

  • Quem está no Cadastro Único, não recebe Bolsa Família, além dos trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial: entre 27 e 30 de abril;
  • Quem recebe Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de maio, seguindo o calendário regular do programa

Terceira parcela

  • Quem está no Cadastro Único, não recebe Bolsa Família, além dos trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial: entre 26 e 29 de maio;
  • Quem recebe Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de junho, seguindo o calendário regular do programa

Pra quem se destina?

Para ter acesso ao auxílio emergencial, deverá cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:

  • Maior de Idade
    ser maior de 18 anos de idade
  • Não ter emprego formal
    destinado para trabalhadores autônomos com rendas informais, que não seja Agente público, inclusive temporário e nem exercendo mandato eletivo.
  • Não ser beneficiário
    não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;
  • Renda familiar
    renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00);
  • Rendimentos Tributáveis
    não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70;
  • Estar desempregado ou Exercer as seguintes atividades
    exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI) ou ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);

Além disso, todos os beneficiários deverão:

  • A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês.

Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

Se, durante este período de três meses, o beneficiário do auxílio emergencial for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele não deixará de receber o auxílio.

O texto aprovado no Congresso previa cancelamento do benefício caso a pessoa deixasse de cumprir os critérios listados acima. Porém, o Palácio do Planalto vetou esse ponto. Segundo o governo, isso iria “contrariar o interesse público” e gerar um esforço desnecessário de conferência, mês a mês, de todos os benefícios que estarão sendo pagos.

Quem não tem direito?

O auxílio não será dado a quem recebe benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família.

No caso do Bolsa Família, o beneficiário poderá optar por substituir temporariamente o programa pelo auxílio emergencial, se o último for mais vantajoso.

É preciso estar inscrito no CadÚnico?

O trabalhador que se enquadre nos critérios de renda não precisará estar inscrito no CadÚnico para receber o benefício. Quem estava inscrito, receberá o benefício na frente pela facilidade de verificar os requisitos.

Para que não está no CadÚnico, a verificação será feita por meio de autodeclaração no aplicativo ou site lançado pela Caixa nesta terça-feira. A Caixa estima que os recursos serão liberados em até cinco dias úteis após o cadastro.

Para quem não tem conta atualmente, a Caixa Econômica Federal vai abrir contas digitais gratuitas. Essas contas vão permitir que os beneficiários façam pagamentos de contas de consumo e transferências gratuitamente.

Como pedir o benefício? Já é possível se inscrever?

Para os beneficiários do Bolsa Família (que já estão inscritos no Cadastro Único), o benefício será pago de forma automática.

Os trabalhadores que não recebem o Bolsa Família, mas estão no CadÚnico também não precisarão se inscrever. O governo irá identificar quem, dentre esses, tem direito ao benefício e vai operacionalizar o pagamento por meio da Caixa Econômica Federal.

Já os informais, MEIs e contribuintes individuais do INSS que não estão nesse cadastro deverão se registrar por meio do site ou aplicativo liberado pelo Ministério da Cidadania. Os trabalhadores podem fazê-lo das seguintes formas:

Segundo o ministro Onyx Lorenzoni, apenas para as pessoas que não tenham acesso à internet, será possível também fazer o registro em agências da Caixa ou lotéricas. O cadastro presencial será uma exceção, apenas em último caso.

A Caixa também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial. Não será possível se inscrever por ali.

Trabalhadores que já estão nos cadastros do governo mas que não sabem disso e venham a tentar fazer o credenciamento por qualquer dos meios anunciados, vão ser informados de que não precisam do registro.

Limites

O projeto estabelece ainda que só duas pessoas da mesma família poderão acumular o auxílio emergencial.

Será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios: o auxílio emergencial e o Bolsa Família. Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio.

Quanto tempo deverá durar o auxílio?

O governo definiu que o benefício dura três meses ou até o fim da emergência do coronavírus no país. O relator do projeto aprovado na Câmara, Marcelo Aro (PP-MG), disse que a validade do auxílio poderá ser prorrogada de acordo com a necessidade.

Como usar a conta digital

A conta digital a ser aberta para os beneficiários que não têm outra conta bancária será do tipo poupança. Essa conta, gratuita, poderá ser movimentada por meio do aplicativo Caixa Tem.

Clique aqui para baixar o aplicativo Caixa Tem para celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.caixa.tem&hl=pt_BR
A conta dispensa apresentação de documentos, é isenta de cobrança de tarifas de manutenção e permite ao menos uma transferência eletrônica de recursos para outro banco. A conta também vai permitir o pagamento de contas de consumo.

As parcelas do auxílio emergencial não poderão ser usadas para quitar automaticamente as dívidas dos beneficiários com os bancos. Segundo a Caixa, foi feito um acordo para que esses recursos não sejam usados para cobrir dívidas, como cheque especial, por exemplo.

Impacto na economia

A previsão do governo federal é que o auxílio deverá injetar R$ 5 bilhões por mês na economia, ou seja, cerca de R$ 15 bilhões em todo o período estimado.

O dinheiro sairá dos cofres da União, que ganhou fôlego após a aprovação do estado de calamidade pública, que permite ao governo descumprir a meta fiscal de 2020, que seria de déficit de R$ 124 bilhões, e agora poderá se endividar mais.

Covid-19: A empresa British Airways junto com sindicatos acordou suspender temporariamente mais de 30 mil funcionários( tripulação de cabine e de terra)

Empresa Aérea Britush Airways - logotipo

A British Airways chegou a um acordo com os seu 30 mil funcionários

A companhia aérea, que parou a maior parte de sua frota devido ao Covid-19, estava em negociações com sindicatos há mais de uma semana.

Mas na quinta-feira, o chefe da British Airways, Alex Cruz, disse à equipe que a grande maioria dos funcionários seria suspensa pelos próximos dois meses.

Ele disse que o esquema de retenção de empregos do governo financiaria 80% de seus salários.

Explicando a decisão, o Sr. Cruz disse: “Precisamos agir agora para proteger os empregos e garantir que a British Airways saia do outro lado da crise da melhor forma possível”.

A decisão afetará todos os funcionários do aeroporto de Gatwick e London City após a companhia aérea suspender suas operações nos dois locais até a crise terminar.

“O número de colegas que serão dispensados ​​reflete a queda significativa de vôos”, disse Cruz.

Sob o esquema de retenção de empregos, o governo financia 80% do salário de alguém limitado a um máximo de 2.500 libras esterlinas por mês. Mas o union Unite disse que não haveria limite para os ganhos sob seu acordo com a British Airways.

Qual a posição do sindicato?

O sindicato também disse que nenhum funcionário seria despedido durante a crise

“Dadas as circunstâncias incrivelmente difíceis que todo o setor de aviação está enfrentando, isso é o melhor negócio possível para nossos membros”, disse o oficial nacional de aviação do sindicato, Oliver Richardson, em comunicado.

Ninguém que trabalha na British Airways ficará surpreso com o anúncio de hoje. Quando os aviões estão no chão – e quase toda a frota está fazendo exatamente isso, dispersa para aeroportos regionais em todo o país – não há necessidade do exército de trabalhadores que pilotam a aeronave, mantêm, carregam e descarregam as malas. e sirva os passageiros.

Qual o custo para a empresa com funcionários?

Os funcionários normalmente representam cerca de 40% dos custos de uma companhia aérea, e a BA deve poder recuperar 80% dos salários do esquema de apoio governamental ao emprego criado para ajudar as empresas afetadas pelo vírus.

A companhia, até agora, não pediu ao governo nenhuma outra assistência financeira específica. A EasyJet também não, onde fontes sênior dizem que os programas gerais de assistência – assistência salarial e garantias de empréstimos – devem ser suficientes.

A Virgin Atlantic, no entanto, continua pressionando, e escreveu para os deputados apontando que fornece a única competição de bandeira britânica à British Airways em muitas rotas importantes de Heathrow.

Até agora, o chanceler, Rishi Sunak, adotou uma linha dura, dizendo que as companhias aéreas deveriam esgotar todas as receitas financeiras antes de recorrer ao contribuinte. Se a Virgin fizer um pedido formal de mais ajuda, ela deverá poder mostrar que cumpriu o teste do chanceler.

A BA já havia alcançado um acordo separado com seus 4.000 pilotos, que receberão um corte de 50% nos salários em dois meses.

John Strickland, analista independente de aviação, disse que “negociações difíceis” entre a BA e o sindicato Unite significaram que demorou um pouco para chegar a um acordo.

“O acordo dos pilotos pela metade do pagamento foi concluído um pouco antes – acho que houve um reconhecimento da gravidade dessa questão”, disse ele.

A empresa controladora da BA, International Airlines Group (IAG), está em uma posição financeira melhor do que alguns de seus concorrentes. O grupo obteve lucros saudáveis ​​nos últimos anos.

Mas a decisão esperada da companhia aérea de suspender um número tão grande de trabalhadores dá uma sensação de quão duramente a aviação britânica foi atingida por restrições de viagem destinadas a impedir a propagação da pandemia.

Com as reservas futuras canceladas para o futuro próximo, as companhias estarão com problemas de caixa.

Qual a expectativa para os próximos meses?

Nos próximos três meses, a Associação Internacional de Transporte Aéreo espera que as companhias aéreas acumulem perdas de quase US $ 40 bilhões (32,3 bilhões de libras). Ele afirmou que as operadoras estão queimando rapidamente suas reservas de caixa, principalmente por causa do custo de vários bilhões de libras do reembolso de passagens para voos cancelados.

Muitos funcionários da Virgin Atlantic tiveram seus empregos suspensos por dois meses e as equipes da Easyjet estão desempregadas por três meses.

Nesta semana, a British Airways realizou voos de repatriamento do governo para levar centenas de cidadãos britânicos para casa do Peru, depois que o país entrou em confinamento.

É uma das várias companhias aéreas do Reino Unido que concordaram em realizar voos de repatriamento nas próximas semanas, já que centenas de milhares de pessoas ainda estão presas em outras partes do mundo.