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Nubank – Banco digital some com dinheiro de clientes e põe a culpa na Caixa Econômica Federal

David Velez, fundador do Nubank Nubank/Divulgação

Dezenas de clientes da fintech Nubank acordaram na última terça-feira, 7, mais pobres. Segundo relatos de alguns deles, feitos por meio de redes sociais ou do próprio chat do Nubank, até 600 reais sumiram de suas contas depois de um ajuste feito pela fintech. Segundo uma fonte relacionada ao assunto, foram centenas de milhares de reais retirados das contas de clientes do banco digital fundado pelo colombiano David Velez.

O banco se defende e afirma que fez o ajuste por problemas originados na Caixa Econômica Federal. A fintech alega que entre os dias 15 de abril e 10 de junho de 2020, parte dos clientes do Nubank que realizou pagamento de boletos por meio da Caixa Econômica Federal recebeu em sua conta digital uma quantia superior ao valor correto. “O erro ocorreu devido a uma falha no sistema da própria CEF”, diz o Nubank em nota.

“Assim que informado pela CEF sobre a situação, o Nubank, agindo de boa-fé, comunicou seus clientes sobre o equívoco e, seguindo as recomendações da CEF, iniciou o processo de estorno dos valores excedentes de volta para o banco estatal. As devoluções foram suspensas assim que o Nubank identificou inconsistências nos dados fornecidos pelo banco estatal.”

Por fim, a fintech afirma que suspendeu o estorno após detectar imprecisão nos dados fornecidos pela Caixa. Mas não disse ter devolvido o dinheiro aos clientes, que estão, em alguns casos, com seus saldos zerados. “O Nubank lamenta o transtorno causado aos seus clientes e informa que, devido à imprecisão dos dados da CEF, a empresa decidiu reverter imediatamente os valores aos seus clientes mesmo não sendo responsável pela falha. Os clientes afetados já começaram a receber os valores em suas contas. A empresa aguarda esclarecimentos adicionais do banco estatal.”

De acordo com fontes ligadas ao banco, após o Nubank detectar essa “inconsistência” nas informações passadas pela Caixa — nomes que foram relacionados pelo banco público não haviam recebido depósitos —, os procedimentos de estorno foram cancelados e dinheiro foi devolvido para os correntistas.

C6 Bank e TIM – Operadora de telefonia fechou parceira com o banco digital

TIM - Empresa de Telefonia do Brasil

Operadora de telefonia TIM resolveu investir na fintech C6 Bank, adquirindo uma parte minoritária do banco digital!!!

Nesta quinta-feira (26), a TIM anunciou que fechou uma parceria estratégica com o C6 Bank. Esse acordo marca a entrada da operadora no oferecimento de serviços financeiro no Brasil. A oferta, que tem previsão de lançamento ainda para este ano, quer atingir os cerca de 55 milhões de usuários da operadora.

Não há informações sobre quais serviços serão oferecidos pela parceria. No entanto, essa junção pode ajudar o C6 Bank a crescer no país. A instituição, lançada por aqui em agosto de 2019, atingiu o total de 1,5 milhão de contas ativas até fevereiro deste ano. Com a parceria, a estimativa é que, além de usuários da base ativa da TIM aderirem ao serviço, novos clientes sejam atraídos pelas vantagens oferecidas.

Se o serviço for bem recebido e houver ampla adoção dos usuários, a TIM informa que estuda adquirir uma parte minoritária da fintech. De acordo com Renato Ciuchini, chefe de estratégia e transformação da operadora, a ação tem como “objetivo oferecer o máximo de benefícios para sua base de clientes, contemplando também os consumidores não-bancarizados”.

Atualmente, o banco não possui locais físicos para atendimento, mas já oferece muitos serviços semelhantes aos bancos convencionais, como conta-corrente, pagamentos e cartões múltiplos. Porém, há algumas vantagens como conta internacional em dólar, transferência por SMS e pagamento de pedágio através do débito.

Nubank – Banco digital recebe investimento de US$ 400 milhões e já vale mais de US$ 10 bilhões

O Nubank continua crescendo em um ritmo impressionante. A fintech confirmou nesta sexta-feira, 26, que recebeu um novo investimento no valor de US$ 400 milhões, que coloca o valor total da companhia na casa dos US$ 10,4 bilhões, sendo a primeira empresa brasileira a superar a marca dos 10 bilhões por meio de rodadas fechadas de investimentos.

O novo aporte foi coordenado fundo TCV, dos Estados Unidos, que já possui participação em empresas gigantescas do Vale do Silício, como Facebook, Netflix e Airbnb. É a primeira vez que o grupo investe em uma empresa latino-americana, e a ação foi providencial, fazendo com que o Nubank se tornasse a startup mais valiosa da América Latina.

O Nubank está em fase de franca expansão, e o capital ajudará a empresa a manter seu ritmo de ampliação da base de clientes e penetração em outros países. A empresa já possui escritórios no México, onde a oferta de serviços deve começar ainda neste ano, e na Argentina, onde a previsão de lançamento é para 2020.

Além da expansão internacional, o Nubank tem ampliado consideravelmente sua gama de serviços nos últimos anos. A empresa nasceu com seu cartão de crédito sem tarifas, mas aos poucos foi diversificando suas opções: logo surgiu o programa de pontos do cartão, a NuConta, investimentos e empréstimo pessoal. Também é aguardado que dentro de pouco tempo a companhia confirme o lançamento de uma conta digital para empresas.

O Nubank é parte de uma lista bastante restrita de startups brasileiras a receberem o título simbólico de “unicórnio”, como são conhecidas no jargão do Vale do Silício as startups com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. Ao revelar o negócio, o Wall Street Journal chegou a inovar na linguagem, chamando o Nubank de “decacórnio”, que seriam os unicórnios de mais de US$ 10 bilhões.