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Caixa Auxílio Emergencial de R$ 600 – Dicas para não cair em golpes

O aplicativo Caixa Auxílio Emergencial (disponível em Android e iOS) está ativo desde a última terça-feira (7), para trabalhares informais, microempreendedores e contribuintes individuais, e demais pessoas que tiveram renda comprometida por causa da pandemia do novo coronavírus, pudessem solicitar o benefício no valor de R$ 600 oferecido pelo Governo Federal. No entanto, muitos golpes e falsos apps surgiram para enganar e até roubar quem está, de fato, apto para receber o dinheiro.

Por isso, o Aqui na Band desta segunda-feira, 13, recebeu o advogado do povo Sérgio Tannuri que não só respondeu perguntas dos telespectadores e também deu dicas para não cair em golpes.

Confira as dicas para não cair em golpes:

1. Não clique em links recebidos pelo WhatsApp, e-mail ou SMS – mesmo se ele tiver sido enviado por um amigo ou familiar. Você pode ter seus dados roubados ao fazê-lo.

2. Baixe somente o aplicativo oficial da Caixa, o Caixa Auxilio Emergencial. Dica: confirme se a frase “Caixa Econômica Federal” aparece logo abaixo do nome do aplicativo. E antes de inserir qualquer dado, o app mostra quem pode receber o benefício.

3. Observe o .gov nos endereços dos sites do governo. O do auxílio, por exemplo, é auxilio.caixa.gov.br

4. Evite ir para agências bancárias e lotéricas; mas, se tiver que ir, não aceite ajuda de terceiros.

5. Não passe informações por telefone. Tem golpistas ligando dizendo que são funcionários da Caixa e isso não existe.

6. Após receber o cadastro, pode demorar mesmo para receber o benefício. Governo faz um pente-fino para evitar fraudes.

7. Não conseguiu fazer o cadastro porque está com o CPF irregular? Procure regularizá-lo no site da Receita Federal.

8. Você só vai precisar recorrer ao app se não recebe o Bolsa Família e não estava registrado no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) até 20 de março de 2020.

Fraudes no cartão: Brasil é o 2º país da América Latina com golpes no cartão em compras online

Veja quais são os principais golpes e como se proteger

Você já recebeu alguma mensagem do seu banco dizendo que o seu cartão de crédito havia sido usado em uma compra que você não fez?

Se não aconteceu contigo, é provável que você conheça alguém que já passou por isso.

E essa probabilidade é alta, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de fraudes no comércio virtual na América Latina, atrás apenas do México,  levantamento feito pela Visa.

Mas se isso acontecer, o que o consumidor deve fazer?

A fraude mais comum é a do “teste de cartão”, quando criminosos usam robôs para tentar “adivinhar” dados de cartões de crédito e usá-los em compras online. E foi isso que aconteceu com a agente de turismo Viviene Gaudard.

“Fui dormir e acordei com várias mensagens do aplicativo do banco com compras feitas no meu cartão, mas eu não havia feito nenhuma delas”, afirma. Ela entrou em contato com o banco por telefone e no mesmo dia os valores foram estornados. “Recebi a fatura algumas semanas depois já sem aquelas compras”, diz.

No ranking do Banco Central, as reclamações referentes a “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços” relacionadas a cartões de crédito” somaram 5.982 queixas em 2019, uma alta de 28,2% em relação ao registrado em 2018.

Em casos como o de Viviene, geralmente o prejuízo fica com o lojista. Adriana, diretora de risco da Visa, explica que às vezes o banco ou fintech emissor do cartão percebe que a compra é “atípica” para aquele cliente e não aprova a transação. Porém, quando não há essa identificação por parte da instituição financeira, e a compra é autorizada, o lojista separa e envia aquele produto, portanto, a perda é dele.

Quando é o cliente que faz a contestação:

“Quando há a contestação por parte do cliente, o banco emissor avisa ao credenciador (que é a empresa contratada pelo lojista para receber os pagamentos, como a Cielo, Rede, PagSeguro, etc).

Esse credenciador, por sua vez, manda essa informação para o e-commerce para que ele já se antecipe em relação a essa perda que vai chegar lá na frente, em forma de débito”, explica Adriana. “Em alguns casos, toda essa comunicação é feita a tempo e o vendedor não envia aquele produto. Em outros, ele tem prejuízo”, completa.

A especialista explica que há a possibilidade de o e-commerce tentar reverter o prejuízo, mas nem sempre o trabalho compensa financeiramente. “O risco financeiro é do e-commerce.

Quando o prejuízo é muito relevante, a loja pode montar dossiês, de maneira independente, com informações do momento da compra para que ele possa se defender quando for solicitado o estorno, mas nem sempre vale a pena”, afirma Adriana.

No caso do comprador, por outro lado, quando o emissor do cartão percebe compras atípicas ou quando aquela transação é contestada, o valor pode ser estornado. Mas há alguns cuidados que devem ser tomados.

“Uma das sugestões básicas é não perder de vista seu cartão, para não correr o risco de alguém copiar os dados e fazer compras em seu nome. Algo que seria interessante também é sempre checar a fatura, seja online ou física, e optar por receber alerta de transações, para você pedir estorno caso haja uma transação que você não fez”, afirma a especialista.

Outras modalidades de fraude

Além do teste de cartão, que gera as tais compras fraudadas na internet, existem também outras modalidades de golpes com os cartões.

Segundo o estudo da Visa, das transações fraudulentas mapeadas, 42% tiveram invasão de conta ou roubo de identidade. Esses casos são quando os fraudadores procuram informações de algumas pessoas específicas e vão atrás dos bancos se passando por esses correntistas.

“Com muita lábia, eles vão na central de atendimento, se fazem passar pelo dono daquele cartão e podem pedir coisas como uma segunda via do cartão ou um adicional”, afirma Adriana.

Outros 40% das transações fraudulentas são baseadas no envio de cupons, vale-descontos e reembolsos falsos. Nesses casos, podem ser enviados links em redes sociais ou aplicativos de trocas de mensagens que exigem um cadastro para que aquela pessoa seja contemplada com um brinde.

Há ainda a modalidade de “fraude amigável“, que afeta 28% das transações fraudulentas. Nesses casos, o próprio portador do cartão contesta uma compra que ele mesmo fez, como se fosse uma fraude, para receber o estorno.