C6 Bank e TIM – Operadora de telefonia fechou parceira com o banco digital

TIM - Empresa de Telefonia do Brasil

Operadora de telefonia TIM resolveu investir na fintech C6 Bank, adquirindo uma parte minoritária do banco digital!!!

Nesta quinta-feira (26), a TIM anunciou que fechou uma parceria estratégica com o C6 Bank. Esse acordo marca a entrada da operadora no oferecimento de serviços financeiro no Brasil. A oferta, que tem previsão de lançamento ainda para este ano, quer atingir os cerca de 55 milhões de usuários da operadora.

Não há informações sobre quais serviços serão oferecidos pela parceria. No entanto, essa junção pode ajudar o C6 Bank a crescer no país. A instituição, lançada por aqui em agosto de 2019, atingiu o total de 1,5 milhão de contas ativas até fevereiro deste ano. Com a parceria, a estimativa é que, além de usuários da base ativa da TIM aderirem ao serviço, novos clientes sejam atraídos pelas vantagens oferecidas.

Se o serviço for bem recebido e houver ampla adoção dos usuários, a TIM informa que estuda adquirir uma parte minoritária da fintech. De acordo com Renato Ciuchini, chefe de estratégia e transformação da operadora, a ação tem como “objetivo oferecer o máximo de benefícios para sua base de clientes, contemplando também os consumidores não-bancarizados”.

Atualmente, o banco não possui locais físicos para atendimento, mas já oferece muitos serviços semelhantes aos bancos convencionais, como conta-corrente, pagamentos e cartões múltiplos. Porém, há algumas vantagens como conta internacional em dólar, transferência por SMS e pagamento de pedágio através do débito.

Golpe de R$ 12 mil – Cliente enviou foto com RG após receber ligação de suposto funcionário do Nubank; criminosos fizeram empréstimo na NuConta

Os golpes que usam o Nubank como isca não ocorrem só na internet: um cliente de 46 anos em Americana (SP) recebeu ligação de um “funcionário” pedindo que enviasse uma foto com RG, pois estariam tentando acessar a conta dele. Então, criminosos fizeram um empréstimo e duas transferências na NuConta, causando prejuízo de aproximadamente R$ 12 mil.

Em 21 de janeiro, o homem recebeu uma ligação via celular de um suposto funcionário do Nubank: ele alegou que precisava de uma foto com RG para atualizar o cadastro, pois o sistema estava com erros e alguém tentou acessar sua conta. O cliente nem desconfiou e enviou a imagem.

Então, na noite de terça-feira (18), o Nubank disse ao cliente que alguém fez um empréstimo de R$ 12 mil na NuConta. Então, esse dinheiro foi transferido para contas diferentes em duas TEDs, uma de R$ 6,3 mil e outra de R$ 5,5 mil. Ele não autorizou nenhuma dessas transações.

O homem recorreu à CPJ (Central de Polícia Judiciária) para que o golpe seja investigado. O caso foi relatado pelo TodoDia e O Liberal, dois jornais locais de Americana, com base no boletim de ocorrência da Polícia Civil.

Nubank diz que devidas providências foram tomadas

Em comunicado, o Nubank afirma que o caso foi tratado diretamente com o cliente e todas as devidas providências foram tomadas. “O tipo de atividade relatada pelo cliente é crime e sempre iremos colaborar com as autoridades competentes para investigar e coibir ações como esta”, diz a empresa.

A fintech também explica que “em nenhuma hipótese fazemos ligações para clientes solicitando o envio de fotos, e nunca pedimos para que os clientes nos mandem seus documentos ou outras informações sensíveis por e-mail”. O envio, quando solicitado, é feito somente através do aplicativo.

Fraudes no cartão: Brasil é o 2º país da América Latina com golpes no cartão em compras online

Veja quais são os principais golpes e como se proteger

Você já recebeu alguma mensagem do seu banco dizendo que o seu cartão de crédito havia sido usado em uma compra que você não fez?

Se não aconteceu contigo, é provável que você conheça alguém que já passou por isso.

E essa probabilidade é alta, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de fraudes no comércio virtual na América Latina, atrás apenas do México,  levantamento feito pela Visa.

Mas se isso acontecer, o que o consumidor deve fazer?

A fraude mais comum é a do “teste de cartão”, quando criminosos usam robôs para tentar “adivinhar” dados de cartões de crédito e usá-los em compras online. E foi isso que aconteceu com a agente de turismo Viviene Gaudard.

“Fui dormir e acordei com várias mensagens do aplicativo do banco com compras feitas no meu cartão, mas eu não havia feito nenhuma delas”, afirma. Ela entrou em contato com o banco por telefone e no mesmo dia os valores foram estornados. “Recebi a fatura algumas semanas depois já sem aquelas compras”, diz.

No ranking do Banco Central, as reclamações referentes a “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços” relacionadas a cartões de crédito” somaram 5.982 queixas em 2019, uma alta de 28,2% em relação ao registrado em 2018.

Em casos como o de Viviene, geralmente o prejuízo fica com o lojista. Adriana, diretora de risco da Visa, explica que às vezes o banco ou fintech emissor do cartão percebe que a compra é “atípica” para aquele cliente e não aprova a transação. Porém, quando não há essa identificação por parte da instituição financeira, e a compra é autorizada, o lojista separa e envia aquele produto, portanto, a perda é dele.

Quando é o cliente que faz a contestação:

“Quando há a contestação por parte do cliente, o banco emissor avisa ao credenciador (que é a empresa contratada pelo lojista para receber os pagamentos, como a Cielo, Rede, PagSeguro, etc).

Esse credenciador, por sua vez, manda essa informação para o e-commerce para que ele já se antecipe em relação a essa perda que vai chegar lá na frente, em forma de débito”, explica Adriana. “Em alguns casos, toda essa comunicação é feita a tempo e o vendedor não envia aquele produto. Em outros, ele tem prejuízo”, completa.

A especialista explica que há a possibilidade de o e-commerce tentar reverter o prejuízo, mas nem sempre o trabalho compensa financeiramente. “O risco financeiro é do e-commerce.

Quando o prejuízo é muito relevante, a loja pode montar dossiês, de maneira independente, com informações do momento da compra para que ele possa se defender quando for solicitado o estorno, mas nem sempre vale a pena”, afirma Adriana.

No caso do comprador, por outro lado, quando o emissor do cartão percebe compras atípicas ou quando aquela transação é contestada, o valor pode ser estornado. Mas há alguns cuidados que devem ser tomados.

“Uma das sugestões básicas é não perder de vista seu cartão, para não correr o risco de alguém copiar os dados e fazer compras em seu nome. Algo que seria interessante também é sempre checar a fatura, seja online ou física, e optar por receber alerta de transações, para você pedir estorno caso haja uma transação que você não fez”, afirma a especialista.

Outras modalidades de fraude

Além do teste de cartão, que gera as tais compras fraudadas na internet, existem também outras modalidades de golpes com os cartões.

Segundo o estudo da Visa, das transações fraudulentas mapeadas, 42% tiveram invasão de conta ou roubo de identidade. Esses casos são quando os fraudadores procuram informações de algumas pessoas específicas e vão atrás dos bancos se passando por esses correntistas.

“Com muita lábia, eles vão na central de atendimento, se fazem passar pelo dono daquele cartão e podem pedir coisas como uma segunda via do cartão ou um adicional”, afirma Adriana.

Outros 40% das transações fraudulentas são baseadas no envio de cupons, vale-descontos e reembolsos falsos. Nesses casos, podem ser enviados links em redes sociais ou aplicativos de trocas de mensagens que exigem um cadastro para que aquela pessoa seja contemplada com um brinde.

Há ainda a modalidade de “fraude amigável“, que afeta 28% das transações fraudulentas. Nesses casos, o próprio portador do cartão contesta uma compra que ele mesmo fez, como se fosse uma fraude, para receber o estorno.

Fim da perda de cidadania brasileira quem conseguir outra nacionalidade – Senado está analisando -(PEC 6/2018)

Perda da cidadania brasileira quem conseguir outra nacionalidade

O Plenário do Senado deve retomar a análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a perda automática de cidadania brasileira de quem obtém outra nacionalidade.

Ela foi debatida ao longo de 2019 e já pode ser votada em primeiro turno.

Como vai ficar?

Com a mudança constitucional, a perda de nacionalidade do brasileiro ficará restrita a duas possibilidades: quando a naturalização for cancelada por decisão judicial em virtude de fraude ou atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; ou quando for feito um pedido expresso de perda de nacionalidade à autoridade brasileira competente, desde que a perda de nacionalidade não leve o cidadão a se tornar apátrida (sem qualquer nacionalidade).

A proposta passou por todas as cinco rodadas de discussão no ano passado, mas recebeu uma emenda do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e precisou voltar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com novo relatório favorável do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ela já pode ser votada pelo Plenário.

A emenda deixou expresso no texto que a perda da nacionalidade será declarada em virtude de fraude “relacionada ao processo de naturalização”, mesmo que a situação leve a pessoa a ficar apátrida.

A PEC também facilita o processo de reconquista da nacionalidade brasileira por quem renunciou a ela. O parecer de Pacheco aprovado pela CCJ previa a possibilidade de naturalização para quem tivesse renunciado à nacionalidade brasileira. Bezerra sugeriu a reaquisição da nacionalidade em vez da naturalização, com amparo na Lei de Migração (Lei 13.445, de 2017).

O que motivou a mudança?

A inspiração para a proposta foi o caso da brasileira Cláudia Hoerig. Ela foi extraditada para os Estados Unidos em 2018 para responder à acusação de ter assassinado o próprio marido.

A legislação proíbe a extradição de brasileiros natos, mas o Supremo Tribunal Federal (STF), na ocasião, julgou que Cláudia havia perdido a nacionalidade brasileira ao se casar com um cidadão americano.

O que diz o senador Anastasia?

O senador Antonio Anastasia observou que, desde a promulgação da Constituição de 1988, as orientações públicas tranquilizavam os cidadãos sobre a manutenção da nacionalidade em casos como o de Cláudia. Ele afirma que propôs a PEC para tranquilizar brasileiros que moram no exterior em situações semelhantes.

Se for aprovada pelo Plenário, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores, a proposta precisará atravessar mais três sessões de discussão e um segundo turno de votação. Depois disso ela pode seguir para a Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado

Juros do cheque especial 2% ao mês? Pedro Guimarães quer reduzir a taxa

Juros do cheque especial 2% ao mês? Pedro Guimarães quer reduzir a taxa

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, quer reduzir os juros do cheque especial para 2% ao mês. Em dezembro, a Caixa já havia reduzido a taxa do cheque especial de 4,99% ao mês para 4,95% para clientes que recebem seus salários na instituição. Guimarães disse que pediu que sua equipe estude o tema. Para viabilizar a redução da taxa para este patamar, ele aposta na ampliação do número de clientes e na redução da inadimplência.

“A gente passou o cheque especial de 14% para 4%, e o meu objetivo é ir para 2%, 2,9% ao mês. Conseqüentemente, nós tínhamos uma inadimplência ‘X’ quando cobrávamos 14%, temos uma inadimplência muito menor quando cobramos 4,9%, portanto, se a gente conseguir reduzir a inadimplência e aumentar a carteira, podemos continuar diminuindo o cheque especial porque o que interessa para a gente é a rentabilidade”, afirmou.

Guimarães também quer fazer uma “revolução” no financiamento habitacional no país, com a nova linha de financiamento com juros fixos, que deve ser lançada em março. Segundo ele, a Caixa, “vai tornar mais fácil o crédito imobiliário no Brasil”, fazendo com que as demais instituições financeiras siga o mesmo caminho.

Como será essa nova linha de financiamento?

O novo modelo terá prazo de financiamento de 30 anos e a taxa de juros será no mínimo de 6,5% ao ano, a mais baixa da instituição. Ele não revelou, no entanto, quais serão as taxas a serem cobradas, mas adiantou que serão competitivas.

Para se resguardar contra eventuais prejuízos, caso os indicadores econômicos piorem, a Caixa vai embutir na tarifa o custo de hedge (proteção), que será feito via compra de títulos públicos atrelados à inflação. Portanto, para que o cliente não tenha perdas ao assumir um contrato de longo prazo, com juros pré-fixados, o banco assumirá os riscos.

“Hoje, o cliente tem o risco da TR (Taxa Referencial), que pode subir em caso de alta da Selic, e da inflação, com o IPCA. Ele terá uma taxa fixa e não terá que se preocupar com inflação. No caso da Caixa, como a gente se defende? Comprando títulos que tenham correlação com a inflação. Vou fazer um financiamento (com a compra dos títulos públicos) e vou pagar nos próximos 30 anos. Isso nunca aconteceu. Essa modalidade será uma revolução.”

Operações de débito automático em conta – Novas regras aprimoradas pelo Governo

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira ajustes nas regras de formalização das operações de débito automático nas contas correntes, determinando a obrigatoriedade da informação, em contrato, sobre finalidade da movimentação e da discriminação da conta a ser debitada.

As novas regras também garantem aos titulares das contas correntes o direito de cancelar, a qualquer tempo, as autorizações de débito em conta.

“Um dos objetivos da medida é conferir transparência ao processo de autorização de débito em conta corrente e evitar autorizações de débito com poderes amplos e genéricos”, afirmou o Banco Central em nota, acrescentando que a nova regra vale também para autorizações de débito em conta de operações de empréstimo e arrendamento mercantil (leasing).

João André Marques, chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, afirmou que, no caso do débito automático para o pagamento de crédito, os contratos terão que especificar se o cliente autoriza ou não que o débito eventualmente avance sobre o seu limite de cheque especial.

O novo regulamento também veda que o débito seja feito para cobrir parcelas vencidas. Ou seja, se o correntista não tiver saldo para cobrir o débito no dia do vencimento, essa dívida restante fica sujeita a negociação e não pode ser paga com um novo débito automático.

As novas regras entram em vigor em maio.

Em outra medida, o CMN também aprovou nesta quinta aprimoramentos pontuais na metodologia para apuração do patrimônio de referência (PR) das instituições, que passarão a vigorar em abril.

Segundo o BC, as mudanças atendem a recomendações internacionais.

Banco digital Neon por cometer graves violações às normas legais e regulamentares é fechado pelo Banco Central

Banco Neon e Neon Pagamentos não são a mesma empresa

A ascensão e aceitação pelo público dos Bancos Digitais foi meteórica, mas infelizmente o Banco Neon ao cometer “graves violações” foi encerrado por determinação do BACEN.
Mais detalhes abaixo:

Em nota emitida na última terça-feira (10), o Banco Central (BACEN) determinou o encerramento das operações do Banco Neon, acusado de cometer “graves violações às normas legais e regulamentares”.

O documento publicado pelo Banco Central não detalhou quais são as irregularidades praticadas pelo Banco Neon, mas afirmou que não está relacionado a abertura de contas digitais ou emissão de cartões pré-pago — realizadas pela fintech Neon Pagamentos.

“O Banco Central está adotando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, em observância às suas competências legais de supervisão do sistema financeiro. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.”, descreve o documento.

Banco Neon e a Neon Pagamentos

Apesar de possuírem nome semelhante, o Banco Neon e a fintech Neon Pagamentos não são a mesma empresa. Na verdade, o compartilhamento de nomes se deu pela parceria entre as duas companhias iniciada em 2016.

Obedecendo a legislação brasileira, a empresa de pagamentos Controlly se uniu ao Banco Pottencial naquele ano e ambas passaram a se identificar pelo nome Neon: Neon Pagamentos, para a fintech, e Banco Neon, o antigo Pottencial.

Fundado pela família Géo, o Banco Pottencial teve liquidação extrajudicial determinada pelo BC em agosto de 2018. Nesta ocasião, o Banco Central entendeu que a situação econômico-financeira do Banco Neon estava comprometida e que cometia graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam atividades bancárias.

Parceria encerrada

Ao site Konta Azul, a Neon Pagamentos esclareceu a situação e confirmou que a parceria havia sido revogada desde maio de 2018.

“A fintech Neon Pagamentos não tem nenhuma relação com o Banco Neon S.A. (antigo Banco Pottencial), que teve o cancelamento da autorização para funcionamento confirmado nesta terça-feira, 10, pelo Banco Central.”.

Na publicação, a Neon Pagamentos acrescenta que as companhias sempre tiveram CNPJs diferentes, mas que, de fato, foram parceiras. Sendo assim, a liquidação extrajudicial de agosto do ano passado não afetou as operações ou clientes da fintech, mas inviabilizou o pagamento de boletos; a utilização do cartão de crédito e outros serviços durante aquele período.

Novamente, a fintech precisou se unir à outra instituição financeira e, desta vez, escolheu o Banco Votorantim. Só em novembro, a Neon Pagamentos recebeu cerca de R$ 400 milhões da General Atlantic e do próprio Banco Votorantim, com a finalidade de fortalecer sua competição no Brasil.

Receita Federal do Brasil exigirá CPF de destinatário em entregas internacionais – CNPJ e passaporte para PJ

A Receita Federal do Brasil exigirá, a partir de 1º de janeiro de 2020, que todas as encomendas e remessas internacionais possuam a identificação do CPF, CNPJ ou número do passaporte do destinatário para ter o despacho aduaneiro iniciado. A falta dessa informação poderá acarretar na proibição da entrada da encomenda e sua devolução ao exterior ou destruição, nos casos em que a devolução não seja possível.

Essa informação deve ser prestada na hora da compra on-line e encaminhada juntamente com a encomenda em seu transporte. Caso não seja informado no momento da compra, ou o remetente não os encaminhe o dado juntamente com a remessa, os Correios possuem uma ferramenta para prestação dessa informação na página da internet, por meio do rastreamento ou do portal “Minhas Importações”. Será necessário realizar o cadastro no Portal, informando o CPF (pessoa física), CNPJ (pessoa jurídica) ou número do passaporte (estrangeiro), bem como definir login e senha.

Após o cadastro, informa a Receita, basta realizar a pesquisa por encomendas e fazer a vinculação das remessas no ambiente “Minhas Importações”. Somente após a prestação dessa informação, as encomendas poderão ser apresentadas à fiscalização aduaneira.

Governos fazem testes para facilitar entrada de brasileiros nos EUA

O Ministério das Relações Exteriores e a Casa Civil anunciaram nesta 2ª feira (25.nov.2019) que os governos do Brasil e dos Estados Unidos fizeram 1 acordo para facilitar o processo de entrada de brasileiros no país norte-americano.

O programa não isenta a exigência de visto, mas agiliza a liberação no controle do passaporte no momento da chegada aos EUA. Segundo o Itamaraty, a participação do Brasil no programa é reivindicação antiga dos setores privados brasileiro e norte-americano.

Quem for previamente cadastrado no programa poderá fazer o trâmite de ingresso nos EUA em aeroportos selecionados de maneira desburocratizada por meio de quiosques automáticos, sem contato com agente de imigração, evitando a necessidade de passar por fila de controle migratório.

O teste será realizado com 1 grupo de até 20 pessoas participantes da 10ª reunião do Fórum de Altos Executivos Brasil – Estados Unidos, o ‘Fórum de CEOs’, realizado nesta 2ª feira, em Washington.

De acordo com o Itamaraty, essa fase experimental permitirá identificar as necessidades técnicas e operacionais para o lançamento de uma fase piloto e, posteriormente, para a execução plena e ampliada do programa.

VISTO

Em março deste ano, o presidente Jair Bolsonaro assinou 1 decreto que isentou os EUA e outros 3 países (Austrália, Canadá e Japão) de visto para entrar no Brasil. A medida não teve contrapartida, e foi tomada durante visita oficial do presidente brasileiro aos Estados Unidos.

Sexismo na Apple – Serviço de cartão de crédito dos clientes do sexo feminino, estão recebendo limites menores que os dos clientes masculinos

Usuários têm relatado que mulheres estão recebendo limites de crédito menores que os dos homens, e algoritmo usado está sendo investigado por uma agência reguladora.

A agência reguladora de Wall Street abriu uma investigação contra a Apple, depois de a empresa ter sido acusada por usuários nos EUA de oferecer limites de crédito muito maiores a consumidores homens do que a mulheres com seu cartão de crédito Apple Card.

O influente programador dinamarquês David Heinemeier Hansson foi um dos que iniciaram a discussão no Twitter, onde chamou o funcionamento do cartão de “sexista”.

“Minha mulher e eu fazemos declaração conjunta de Imposto de Renda, vivemos no mesmo imóvel e estamos casados há muito tempo. Mesmo assim, os algoritmos da Apple acham que eu mereço um limite de crédito 20 vezes maior que o dela”, afirmou, em um tuíte que teve milhares de compartilhamentos, acrescentando que não recebeu nenhuma resposta convincente do atendimento ao consumidor da Apple — apenas que a questão era definida pelo algoritmo.

Até mesmo Steve Wozniak, cofundador da Apple (mas que não trabalha na empresa desde os anos 1980), afirmou que o mesmo aconteceu com ele e sua mulher — e também criticou a dificuldade em corrigir erros nos algoritmos das empresas de tecnologia atualmente.

“(Eu e minha mulher) temos diferença de 10 vezes em nosso limite de crédito no Apple Card”, afirmou. “Um gerente humano de nível (hierárquico) inferior deveria ter autorização para corrigir sua situação”, agregou em resposta a Hansson.

“Mas esses valores bons não se estendem a companhias de tecnologia atualmente. (…) Vai saber o que é o algoritmo. Claramente, um humano tomaria as atitudes corretas, mas a tecnologia é mais importante que pessoas nos dias de hoje.”

Investigação
O Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York (DFS, na sigla em inglês), órgão público encarregado de regular serviços e produtos bancários, de seguradoras e similares, acionou o banco Goldman Sachs, que emite os cartões.

A empresa, que também é um dos maiores grupos de investimento do mundo, publicou, no Twitter, um comunicado afirmando que “não tomamos nem tomaremos decisões baseadas em fatores como o gênero”.

Também afirmou que as contas de crédito do Apple Card funcionam “individualmente” e que cada caso “é avaliado de modo independente”.

Leo Kelion, editor de tecnologia da BBC, explica que só o acesso aos computadores do Goldman Sachs esclareceria a situação. “O fato de que parece haver uma correlação entre gênero e crédito não necessariamente significa que um está causando o outro”, afirma. “Mesmo assim, a suspeita é de que uma parcialidade não intencional tenha se embrenhado no sistema.”

Ele explica que é possível que os algoritmos tenham levado em conta séries históricas de dados que indicassem as mulheres como um risco financeiro maior, o que poderia fazer com que o sistema baixasse o crédito para mulheres em geral.

Ou pode ser que haja problemas na forma como os algoritmos estão sendo alimentados atualmente. “Por exemplo, com casais, talvez haja mais probabilidade de homens pedirem empréstimos apenas em seu próprio nome, em vez de fazê-lo em conjunto com seu cônjuge, e o algoritmo pode não ter sido ajustado para levar esse tipo de coisa em consideração”, diz Kelion.

O DFS, por sua vez, afirmou que qualquer disciminação, intencional ou não, “viola as leis de Nova York” sobre serviços financeiros e que sua investigação pretende “garantir que todos os clientes sejam tratados de maneira equitativa, sem importar seu gênero”.

A BBC contactou o Goldman Sachs a respeito do caso, mas não obteve resposta até o momento. No sábado, a empresa afirmou à agência Bloomberg que “suas decisões de crédito se baseiam na solvência do cliente, e não em fatores como gênero, raça, idade, orientação sexual ou qualquer outro aspecto proibido por lei.”

O Apple Card foi lançado em agosto e é o primeiro cartão de crédito da empresa, que oferece também nos EUA produtos como empréstimos e contas por meio de seu banco online Marcus.

A empresa até agora não se pronunciou oficialmente sobre a polêmica.

Não é a primeira tecnologia questionada a respeito de possíveis práticas discriminatórias nos EUA. Em outubro, a gigante médica United Health Group também está sendo investigada pelo DFS por um algoritmo acusado de favorecer clientes brancos em relação a negros. A empresa afirmou ao “Wall Street Journal” que o algoritmo é apenas uma entre as múltiplas ferramentas usadas para analisar as necessidades dos pacientes.

Para Jonathan Williams, da consultoria Mk2, “houve muitos passos, nos últimos cinco ou seis anos, para melhorar as explicações por trás de decisões tomadas por técnicas de ‘machine learning'”, em que máquinas usam grandes quantidades de dados para prever comportamentos ou estipular regras. “Mas, em alguns casos, isso ainda não é tão bom quanto deveria ser.”